quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Planeamento das refeições

Desde há bastante tempo que encontro em vários livros de culinária, sites, blogs e outros, que uma regra que deve sempre existir em casa, para se comer de maneira mais saudável, é planear as refeições.
Sim, planeamento!
É muito bonito de dizer, talvez fazer 1 vez, planear a refeição de hoje e de amanhã, mas não é fácil uma pessoa acostumar-se a isto. Ok, se calhar não é fácil eu acostumar-me a isto...

Depois de várias tentativas, finalmente encontrei um método que funciona comigo. E não é que planeio mesmo as refeições da semana toda antecipadamente, e resulta? E agora estou a habituar-me a planear para 3 ou 4 semanas.

Se pensarmos bem, quando se tem diversos livros de culinária (os tais cookbooks), mais várias revistas de receitas, mais uma assinatura da revista da Bimby (que é mensal), e ainda se vê vários blogs e sites de culinária todos os dias de onde se tira mais um monte de ideias de receitas, isto não é assim tão difícil.

Então, inspirada por vários métodos, criei a Ementa da Semana, que preencho e afixo no frigorífico todas as semanas.

Começo por ver o que tenho no frigorífico e no congelador e planeio refeições com esses alimentos. Para os restantes dias, escolho as receitas a fazer, e com tudo isso preencho no quadro as colunas "almoço" e "jantar". Na coluna da direita escrevo os ingredientes que não tenho em casa e que preciso de comprar. Alguns ingredientes compro no início da semana, outros (como os frescos e perecíveis) compro durante a semana.
Diariamente só tenho que ver o que vou fazer no dia seguinte e tirar do congelador ou comprar o que falta para esse dia.

Quando sobra comida de uma refeição, cancelo o que tinha planeado para o dia seguinte, e no planeamento da semana seguinte incluo essa refeição.

Este é um exemplo do que já tenho planeado para a próxima semana:

























Desde que me habituei a fazer este planeamento, deixámos praticamente de comprar comida feita (take out) e deixámos de improvisar com pizzas congeladas e outras coisas do género. E passou a ser mais fácil alternarmos as refeições entre carne e peixe.

Tudo isto ocupa-me muito pouco tempo e deixei de me preocupar todos os dias com "o que é que vou fazer para o jantar?".

Para quem quiser, posso enviar o ficheiro por e-mail.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As minhas máquinas

Eu adoro máquinas e gadgets de cozinha!
Quem me conhece sabe, e eu admito-o abertamente!
Foi graças à Bimby que eu comecei a ganhar o gosto por cozinhar, e foi graças a alguns blogs que comecei a ter inspiração para fazer comida, tanto na Bimby como não só.

Os meus blogs preferidos e de onde retiro mais inspiração são a Luísa Alexandra e o no soup for you, e mais recentemente, a pioneer woman Ree Drummond.

Mas, voltando às máquinas, utilizo-as muito, e há dias em que não abro o fogão pois faço tudo nelas.

Elas são:




















A Bimby, claro! a nº 1 sempre. É uma máquina fantástica, que permite fazer praticamente tudo como bater, picar, pulverizar, cozinhar a várias temperaturas e a vapor, etc. Tudo e mais alguma coisa.

É a máquina mais versátil que tenho e aquela com que faço coisas que nunca tinha sequer imaginado fazer, como rissóis, maionaise, bechamel, massa para empadas, pão... Tanto faço refeições muito simples como refeições muito elaboradas.

E outra vantagem muito importante, é que aqui a comida faz-se mesmo sozinha, e enquanto se faz tenho tempo para arrumar o resto da cozinha toda, e quando nos sentamos à mesa para comer já só há a bimby para lavar e arrumar.

Se só se quiser ter ou puder ter 1 máquina de cozinha, a escolha deve ser a Bimby!





















Depois, tenho a Actifry e a Fussion Cook, que é a minha panela de pressão.
A Actifry não é só uma fritadeira, é mais ou menos um forno / frigideira. Além de batatas fritas, faço bifes, almondegas, hamburgueres, comida com molho, panados, e muito mais. Tudo com muito pouca gordura e sem cheiro a fritos.

Fussion Cook  é uma panela de pressão eléctrica e programável. Tem vários programas pré-definidos com os nomes dos alimentos e das refeições, como por exemplo "sopa", e permite cozinhar de forma saudável poupando energia. É programável, o que significa que posso programá-la para começar a funcionar a qualquer hora. Às vezes, preparo os legumes para a sopa à hora do almoço (porque não se estragam dentro de água) e programo-a para começar a cozer 1 hora antes de eu chegar a casa. Assim, quando chego a casa tenho a sopa acabada de fazer.
Muitas vezes faço a sopa aqui, para fazer mais de 2 litros (que é a capacidade máxima da Bimby) e depois passo-a na Bimby (a Bimby é incomparável a passar sopa).

Quando remodelámos a cozinha no último verão, planeámos uma bancada especialmente para estas duas máquinas.

E a última aquisição:




















A batedeira Kenwood Chef. Comprei-a quando comecei a fazer bolos decorados, pois consegue fazer cremes e certas massas melhor do que a Bimby. Agora faço quase sempre os bolos aqui, e o Luís adora ajudar-me.
Tem 3 entradas para colocar acessórios, como uma liquidificadora (que não uso porque tenho a Bimby), uma centrifugadora de sumos e um acessório para fazer gelados (sim, um dia destes ponho aqui um post com um gelado).

E estas são as minhas máquinas, que me ajudam a preparar quase todas as refeições que faço para a minha família.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bolo de laranja

Aqui há uns tempos andei a experimentar receitas de bolo de laranja. Fiz algumas de vários livros diferentes, mas a minha preferida acabou por ser uma receita da minha amiga Sara, que eu entretanto alterei.

É um bolo óptimo de lanche, fofo e um pouco húmido.




















Ingredientes:
4 ovos
2 cups / chávenas de açúcar (1 de amarelo + 1 de branco)
2/3 cup / chávena de óleo
raspa de 1 laranja
1 iogurte ou 1 cup / cháv. de buttermilk (faço sempre como a Ree Drummond: junto 1 colher de chá de vinagre branco a 1 cup de leite)
2 cups / chávenas de farinha de bolos
1 colher de chá de fermento

Sumo para regar:
sumo de 2 laranjas
6 colheres de sopa de açúcar branco

Preparação:

Liga-se o forno  a 170º.

Mistura-se os ovos com o açúcar com a borboleta, 5 min vel. 4.
Junta-se o óleo e a raspa e mistura-se mais um pouco, 1 min vel. 4.
Junta-se o iogurte ou o buttermilk, 1 min vel. 4.
Mistura-se o fermento na farinha, junta-se à massa, e envolve-se na vel. 3 só até estar ligado. Não se deve bater muito porque senão o bolo não cresce.

Também se pode fazer tudo na batedeira, com a pá de bolos, pela mesma ordem.

Deita-se a massa numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha, e vai ao forno durante 30 a 40 minutos. Retira-se quando um palito espetado no centro sair seco (ou um esparguete).

Mistura-se o sumo de laranja com o açúcar, pica-se o bolo com um palito, e despeja-se o sumo por cima do bolo ainda quente e na forma.
Desenforma-se imediatamente para não pegar, e deixa-se arrefecer numa grade.





















Actualizado:

1 Cup = 240 ml
1 cup é uma chávena (ou xícara nas receitas brasileiras), e é a medida utilizada principalmente nos EUA.
Tenho alguns livros de culinária americanos, que têm as receitas em cups em vez do sistema métrico, e quando fiz o curso Wilton de decoração de bolos, precisei de comprar cups.
Assim habituei-me a utilizá-las, pois são práticas e não é preciso pesar os ingredientes.
Como equivalência, 1 cup de açúcar branco pesa (mais ou menos) 200gr, e 1 cup de farinha pesa (mais ou menos) 150gr.

Quanto ao buttermilk, esta receita inicialmente era feita com 1 iogurte natural, mas neste dia eu não tinha iogurtes e tenho feito alguns bolos com buttermilk, por isso resolvi experimentar.
Butermilk é soro de leite, que é uma coisa que não é utilizada em Portugal. A Pioneer Woman Ree Drummond dá a ideia de utilizar leite com vinagre em vez de comprar buttermilk (a 1 cup ou 240 ml de leite junta-se 1 colher de chá de vinagre branco e mexe-se).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Risotto de atum e courgete

Eu faço os risotos na panela de pressão. É rápido, prático e ficam sempre malandrinhos, como um risotto deve ser.



Ingredientes:
1 courgete
1 cebola média a grande
1 dente de alho
1 alho francês pequeno
3 latas de atum
azeite e manteiga
2/3 cup de vinho branco
3 1/3 cup de caldo de legumes ou água
1 1/2 cup de arroz para risotto (eu usei carnaroli)
Nota: o caldo e o vinho devem ser 3 vezes o volume do arroz

Cortei a courgete em rodelas.


Cortei o alho francês em rodelas (este era pequenino e biológico).


Piquei a cebola e o dente de alho no Super Chef da Tupperware.



Preparei todos os ingredientes em cima da bancada.


Na panela, pus um pouco de azeite e alourei a cebola e o alho francês.


Juntei um pouco de manteiga, e deixei amolecer só mais um pouco.


Juntei o arroz e mexi,


e juntei a água e o vinho. Fechei a panela e deixei cozer 5 minutos.


Depois juntei o atum,


e a courgete, voltei a fechar a panela, e cozeu mais 5 minutos.


Quando terminou o tempo, estava mesmo perfeito.
Servi imediatamente, com queijo parmesão ralado por cima.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Creme de alho francês

O que eu mais cozinho cá em casa é sopa.
Claro que, com um filho de 2 anos é normal que faça muita sopa, porque fazemos questão de ter sopa à refeição todos os dias (pelo menos isto é verdade no inverno, no verão já é outra história).

A minha primeira sopa no blog é creme de alho francês.

É preciso incluir aqui uma nota, para dizer que TODAS as sopas cá em casa são cremes! Porque se não forem cremes, o Luís não as come. E fazer sopa com espinafres ou agriões (ou outra coisa qualquer) mais ou menos inteira, e depois ter que "pescar" todas essas coisas do prato dele, não apetece muito.
Por isso as sopas são todas passadas, e end of story.

A minha maneira de fazer sopa é abrir o frigorífico e misturar quase todos os legumes e verduras que encontro lá dentro. Junto sempre 1 cebola e 1 dente de alho e, de vez em quando, uma batata.
Neste caso, além desses, usei 1 cenoura, 1 courgete, 1 nabo e muitos alhos franceses pequeninos. Quase todos estes legumes eram biológicos.


Descascam-se e cortam-se em bocadinhos (habituei-me a isto por causa da Bimby, para caberem mais no copo), e põe-se tudo dentro da panela de pressão (ou da Bimby). Juntei um pouco de sal grosso e salsa (que tinha congelada).
Deita-se água até quase cobrir os legumes, QUASE, porque se cobrir depois no fim fica muito líquida, e cá em casa gostamos das sopas mais cremosas.


Programa-se a panela de pressão (a minha é eléctrica) para 15 minutos, ou a bimby: 30 min, 100º, vel 1.
Quando acabar o tempo, junta-se um pouco de azeite, e passa-se tudo com a varinha ou na Bimby: 1 min, vel 3-5-7.


E fica assim, passadinha e deliciosa.
Como faço sempre muita sopa, dá-nos para mais ou menos 3 dias, e guardo-a num tupperware apropriado no frigorífico.


Uma sopa é o melhor início para qualquer refeição.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O meu ajudante de cozinha preferido

Neste blog, vou escrever sobre a minha família, a minha vida, os meus cozinhados e os meus bolos. E para começar bem, esta fotografia mostra como todos estes temas se conjugam.
O Luís adora estar comigo na cozinha, a ajudar-me a pôr os legumes para a sopa na panela, a fazer um bolo na batedeira, a carregar nos botões das máquinas todas, e às vezes, só a brincar com a bimby pequenina dele enquanto eu faço a comida na grande.


É o melhor ajudante que posso ter.




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